Se você identificar uma enxaqueca em seus estágios iniciais, poderá controlá-la com analgésicos sem receita. Paracetamol, aspirina, ibuprofeno, naproxeno e uma combinação de analgésicos com cafeína são eficazes — desde que você tome a dose completa logo no início da crise.
Quando medicamentos controlados são necessários, a maioria dos médicos recorre aos triptanos, disponíveis em comprimidos, sprays nasais ou injeções que os pacientes podem aprender a aplicar por conta própria. Exemplos incluem sumatriptano (Imitrex), zolmitriptano (Zomig) e rizatriptano (Maxalt). Os triptanos proporcionam alívio completo em até duas horas para até 70% dos pacientes; a resposta é melhor se o tratamento for iniciado precocemente. Alguns pacientes necessitam de uma segunda dose dentro de 12 a 24 horas. Pacientes com doenças cardiovasculares e aqueles que tomam altas doses de certos antidepressivos precisam discutir os riscos do uso desses medicamentos com seu médico.
Converse com seu médico para encontrar o tratamento para enxaqueca mais adequado para você. Lembre-se, porém, que o uso excessivo pode levar a dores de cabeça de rebote e a um ciclo vicioso de medicamentos e dores de cabeça. Portanto, se você precisar de tratamento mais de duas ou três vezes por semana, considere o uso de medicamentos preventivos.
Prevenção da enxaqueca. Algumas pessoas conseguem prevenir enxaquecas simplesmente evitando os fatores desencadeantes. Outras se beneficiam com o tratamento imediato para crises ocasionais. Mas pacientes que sofrem de enxaquecas frequentes geralmente se beneficiam de medicamentos preventivos. Medicamentos prescritos eficazes incluem betabloqueadores (como propranolol, nadolol e atenolol), certos antidepressivos (como amitriptilina) e certos anticonvulsivantes (como o topiramato). Casos mais complexos podem se beneficiar do encaminhamento a um especialista em cefaleias.